Afeições entre Solstícios e Equinócios - Reunião de segunda (10/05)
Relatos de uma noite de segunda-feira
Meu amigo e eu percebemos que apenas as reuniões a cada duas semanas, para compartilhar as músicas de estações, e uma reunião na semana seguinte para escrever o conto, não seria o suficiente para trabalharmos em ambos a mescla das músicas e a história. Sendo assim, estamos realizando reuniões extras sempre que possível, normalmente, nas terças-feiras, sextas-feiras e domingos. Infelizmente, as segundas-feiras estão agora indisponíveis devido a compromissos externos, e, portanto, alteramos essas reuniões para as terças.
Na reunião do dia 10/05, finalmente encontramos uma dificuldade, visto que até então estávamos navegando com tranquilidade neste projeto. Precisávamos definir como nós iríamos escrever a história, e antes mesmo de ser discutido algo, meu amigo passou a escrever um rascunho de uma introdução por conta própria, o que levou a um pequeno conflito onde tivemos de tirar 10 minutos para ambos nos acalmarmos. Eu não gostaria que ele escrevesse tudo sozinho, mas não conseguia comunicar isso de forma racional, e para tanto, a pausa veio muito a calhar. Eu lhe escrevi via Whatsapp que gostaria de, antes de começar a escrever o conto, discutir a maneira como iríamos navegar pela escrita de forma que nenhum dos dois ficasse de lado, e visto que nós dois somos ávidos por esta ação, seria impossível conceber a ideia de que um iria formular os acontecimentos e o outro estaria encarregado de dar forma às ideias. Outro argumento foi que, neste momento, nós não somos um líder e um ajudante em um projeto, somos como iguais, não há o autor e o co-autor, há dois autores, portanto, precisávamos encontrar uma forma de mediar esse conflito.
Em busca de uma resolução pacificadora, encontramos algumas matérias sobre formas de realizar uma escrita em dupla, onde haviam ali diversas formas de navegar por esse processo em conjunto, e uma vez que o projeto busca explorar os processos de composição compartilhado, e não puramente individual, ambos concordamos que deveríamos escrever juntos. Contudo, é importante lembrar que somos meros seres humanos imperfeitos, que nunca tivemos que escrever um conto com outra pessoa, e somos ambos espíritas portanto estamos bem conscientes de nossos defeitos. Colocando-os na mesa, declamamos nossos orgulhos e egos feridos: não iríamos modificar absolutamente nada no texto um do outro sem a devida permissão e argumentação para esse ato. É interessante, e até cômico, compreender que nossos gênios são parecidos e nós dois somos facilmente ofendidos, certamente não é difícil comprar briga conosco, contudo, é preciso lembrar que neste projeto somos nós dois contra o problema, e não contra um ao outro. Por isso, a comunicação, por mais difícil que seja, deve ser prioridade, assim como pausas para não amplificar o problema.
Uma vez definido como iríamos realizar a escrita, concordamos que nós temos estilos muito diferentes e que nossas visões sobre o narrador estavam por demasiadas distintas, era necessário encontrar um meio-termo. Dessa forma, foi acordado que era de suma importância tecer exatamente cada acontecimento de forma mais específica possível, para não dar margem de interpretações fora da linha de pensamento. Uma vez realizado os acontecimentos, iremos buscar autores a qual possamos nos inspirar no estilo de escrita, e tentar seguir o modelo de um deles para que o texto possa estar unificado, de forma que não pareça uma colcha de retalhos literário, contudo, é importante notar que esse autor selecionado não será uma espécie de Deus a qual iremos nos prostar, ele não passará de um guia, pois como concordamos, quem estará escrevendo a história somos nós, e não ele.
Sendo assim, definimos que iríamos, primeiramente, testar a escrita somente da introdução, com o intuito de conhecer o estilo de escrita um do outro. Antes disso, no entanto, descrevemos uma primeira cena da introdução, contudo, antes de tudo, meu amigo pediu para relembrar o Professor desta devida disciplina o pedido encarecido por um certificado pela execução do projeto.
Outro detalhe importante mencionar, é que a história possivelmente será +18.
Ordem das cenas
- O esquilo tá na dele procurando comida nas árvores;
- Entrada da primeira personagem, percebida como estranha, curiosa, artista.
- Após a primeira personagem ser avistada, a segunda entra em cena sendo levada a contragosto pelo vento. Percebida como uma menina assustada, estranha, e chorona.
- O esquilo segue ambas as personagens de lados opostos do riacho até uma clareira;
- Ambas as personagens seguem em frente, consciente ou não, no fluxo do rio, e acabam em uma clareira;
- Elas se encontram na beira do riacho, em lados opostos durante o pôr-do-sol, contudo, ao perceberem uma a outra as fadas passam a organizar a festa, e sem conseguirem trocar palavras elas correm para se esconder;
- Descrição do entorno, mostra que as meninas ainda estão escondidas e desce para fazer alguma coisa para qual ele é chamado;
- Na clareira (média): Iluminação amarela, fogueira no centro, ursos, coelhos, raposas, sapos, fadas, gnomos, salamandras, esquilos, pássaro, veados, espíritos elementais (vento, água, fogo, e terra);
- Todo mundo chapado na festa;
- A hora que o esquilo for de comes e bebes, mas sem a parte do desencarnar, a festa acaba;

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